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Artesãs dos Vales do São Francisco, Jequitinhonha e Pardo representam Minas na 36ª Feira Nacional de Artesanato
Com apoio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), o artesanato dos vales do rio São Francisco, rio Jequitinhonha e rio Pardo marcou presença na 36ª Feira Nacional de Artesanato, realizada de 3 a 7 deste mês, em Belo Horizonte (MG). Ao todo, 15 artesãs participaram do evento, levando à capital mineira peças produzidas com técnicas tradicionais em argila e crochê.
Considerada a maior feira do gênero na América Latina, a edição deste ano teve a sustentabilidade como tema central. O evento buscou ampliar oportunidades de comercialização, promover parcerias e contribuir para a qualificação dos expositores por meio de oficinas e capacitações.
Para o superintendente regional da Codevasf em Montes Claros (MG), Romeu Souto, a participação das artesãs reforça o compromisso da Companhia com o desenvolvimento social e econômico da sua área de atuação. “Estamos cumprindo nossa missão ao apoiar todos os segmentos produtivos, conectando gerações, impulsionando a economia criativa local e valorizando técnicas tradicionais transmitidas por mulheres ao longo do tempo”, destacou.
Experiência transformadora
Moradora do distrito de Ferreirópolis, em Salinas (MG), a engenheira florestal Graziele Miranda trabalha com cerâmica artesanal desde 2014. O que começou como hobby se transformou em dedicação integral nos últimos anos. Hoje, além de produzir peças em argila, ela atua como orientadora em oficinas de capacitação. Para ela, participar da feira foi uma experiência transformadora. “Significou muito mais do que expor produtos. É valorizar o artesanato brasileiro, fortalecer a cultura local e ampliar oportunidades de crescimento para mulheres artesãs. Eventos como este são essenciais para manter vivo e reconhecido o trabalho manual”, afirmou.

A artesã Ivone de Oliveira, de Araçuaí (MG), especialista em peças de crochê, ressaltou o papel da Codevasf na valorização da produção regional. Segundo ela, o apoio recebido demonstra o reconhecimento do potencial criativo das artesãs mineiras e incentiva a continuidade do trabalho.
Já Micaele Raposo, artesã e comerciante de crochê de Pintópolis (MG), participou pela primeira vez de uma feira nacional e destacou o aprendizado adquirido. “Tive a oportunidade de conhecer diversos tipos de artesanato de várias partes do país. Isso ampliou minha visão e trouxe novas ideias para aprimorar o meu trabalho”, ressaltou.