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Formação técnica impulsiona produção de peixes nativos da bacia do rio São Francisco
A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) realiza, entre os dias 1º e 5 deste mês, o primeiro Curso de Treinamento em Processo Reprodutivo Induzido de Peixes Nativos da Bacia do Rio São Francisco. As atividades acontecem no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias (1ª/CIM), no município de Três Marias (MG).
O treinamento reúne técnicos da Codevasf de diversas superintendências, além de representantes da Universidade Federal de Goiás (UFG), do Instituto Federal de Bambuí (IFMG), da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal e de biólogos das empresas Nexa e Biogolden.
O curso tem como foco capacitar profissionais da Codevasf e de instituições parceiras que atuam nos setores de pesca, aquicultura e manejo de recursos pesqueiros. A iniciativa busca aprimorar técnicas de reprodução, cultivo e manejo de peixes nativos, contribuindo para a recomposição da ictiofauna, o fortalecimento dos estoques pesqueiros e o uso sustentável da biodiversidade.
Educação ambiental
A capacitação também favorece ações de educação ambiental, desenvolvimento de tecnologias e ampliação de parcerias voltadas à produção de proteína animal para comunidades ribeirinhas e pescadores artesanais.
Romeu Souto, superintendente regional da Codevasf em Minas Gerais, destaca que a capacitação marca um passo decisivo para ampliar as ações de revitalização de espécies nativas em outras bacias hidrográficas onde a Companhia passou a atuar, como Pará, Amapá e Goiás. “Ao preparar nossas equipes para esses novos desafios, fortalecemos a conservação e a preservação das espécies, mantemos estoques pesqueiros de interesse econômico e social e garantimos que o desenvolvimento regional avance de forma sustentável”, enfatiza.
Pioneirismo
Segundo o chefe da 1ª/CIM, Julimar Souza, a Codevasf é pioneira na produção e revitalização de espécies nativas do Rio São Francisco. Com a ampliação da área de atuação da Companhia para outras bacias hidrográficas, a qualificação contínua do corpo técnico torna-se essencial. “É fundamental que nossas equipes e instituições parceiras atuem alinhadas aos padrões científicos e normativos, garantindo que todas as ações sejam realizadas com excelência”, destaca Julimar.
O treinamento soma 40 horas, com abordagem prática e teórica sobre reprodução e manejo de peixes nativos. A programação inclui 17 horas dedicadas à propagação de peixes reofílicos, com foco em captura e seleção de reprodutores, hipofisação, extrusão, fertilização, incubação e avaliação de fecundidade e produção de larvas.
Outras 8 horas são voltadas à propagação de espécies não reofílicas, contemplando coleta e pesagem de ovos, larvicultura, produção de alimento vivo e alevinagem.
A grade se completa com três módulos de 5 horas, que abordam parâmetros de qualidade da água, preparação de viveiros para alevinagem e procedimentos de peixamento — incluindo captura, transporte, soltura de alevinos e critérios normativos.