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Codevasf e CBHSF debatem estratégias para repovoamento de peixes nativos no Rio São Francisco
Técnicos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) participaram de reunião da Diretoria Colegiada do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) para debater o peixamento no Brasil, com foco no "Velho Chico".
No encontro, foram apresentadas pesquisas e tecnologias para o repovoamento de espécies nativas desenvolvidas ao longo de 50 anos. O objetivo foi subsidiar os membros do comitê com informações técnico-científicas para futuras deliberações. A reunião ocorreu na sede da Agência Peixe Vivo (APV), em Belo Horizonte (MG).
A apresentação foi conduzida pelo biólogo Yoshimi Sato, técnico da Codevasf no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias (MG). Com quase cinco décadas de atuação, Sato é referência nacional em biologia pesqueira. Ele apresentou dados históricos sobre o peixamento na bacia, abordando desde as espécies remanescentes até as regiões que demandam maior atenção. A explanação gerou um entendimento favorável da diretoria do CBHSF sobre os benefícios do trabalho realizado pela Companhia.
O peixamento consiste na soltura planejada de alevinos em rios, lagos e açudes para repovoar mananciais, fortalecer a pesca artesanal e garantir o equilíbrio ambiental. A prática prioriza espécies nativas que sofreram redução populacional, reforçando a necessidade de ações contínuas de conservação.
José Vivaldo Mendonça, diretor da Área de Revitalização e Desenvolvimento Territorial da Codevasf, ratificou o compromisso da empresa com a revitalização do rio e seu legado ambiental. "Precisamos de sinergia. A Codevasf e o CBHSF estão unidos em busca de melhores condições de vida para os ribeirinhos e pescadores artesanais. Atuamos com suporte logístico e produtivo, respeitando as regionalidades", afirmou.
Próximos Passos
O presidente do CBHSF, Cláudio Ademar, afirmou que o Comitê pretende avançar em um termo de parceria com a Codevasf para estruturar um programa permanente de repovoamento.
“Queremos um plano contínuo para toda a bacia, com definição clara de responsabilidades”, explicou. Segundo ele, a proposta — que ainda será debatida nas instâncias do Comitê — visa fortalecer a pesca artesanal, atividade impactada pelos barramentos do rio. “É uma forma de valorizar quem sempre viveu do São Francisco e hoje enfrenta dificuldades”, concluiu.
Com informações: https://cbhsaofrancisco.org.br