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Mais de meio milhão de alevinos serão soltos em rios da bacia do São Francisco em MG

publicado: 11/03/2026 16h24, última modificação: 13/03/2026 14h03

Peixamento MGMais de meio milhão de alevinos serão soltos em rios, córregos e lagoas da bacia hidrográfica do rio São Francisco, em Minas Gerais. A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) iniciou nesta semana a programação de peixamentos para o primeiro semestre deste ano — iniciativa que integra o programa de revitalização de mananciais hídricos e tem como objetivo contribuir para a recomposição da fauna aquática, o fortalecimento da pesca e a geração de renda para comunidades ribeirinhas.

Produzidos nos laboratórios do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias (1ª CIM), localizado no município de Três Marias, e do Centro Integrado do Gorutuba (1ª CIG), em Nova Porteirinha — unidades implantadas e mantidas pela Codevasf há mais de quatro décadas —, os alevinos serão destinados a mananciais de 22 municípios mineiros.

Espécies nativas da bacia do rio São Francisco, como curimatã-pacu, curimatã-pioa, piau-verdadeiro, matrinxã e pacamã, serão utilizadas no repovoamento. Quinze municípios serão atendidos pelo Centro de Três Marias e sete pelo Centro do Gorutuba.

Peixamento 2Equipe multidisciplinar

A produção dos alevinos envolve uma equipe multidisciplinar da Companhia, formada por biólogos, engenheiros de pesca, agrônomos, veterinários e técnicos especializados. As matrizes utilizadas são provenientes da própria bacia do rio São Francisco, estratégia que contribui para preservar as características genéticas das espécies e minimizar a perda de diversidade da ictiofauna nativa, afetada por fatores como barramentos nos rios, sobrepesca, poluição e degradação de habitats.

O superintendente regional da Codevasf em Minas Gerais, Romeu Souto, destacou que a ação integra um conjunto de iniciativas voltadas à recuperação ambiental e ao desenvolvimento sustentável da região.

Os peixamentos fazem parte de um trabalho permanente da Codevasf para fortalecer os ecossistemas aquáticos do São Francisco e, ao mesmo tempo, apoiar as comunidades que dependem diretamente da pesca. Ao investir na recomposição das espécies nativas, a Companhia contribui para a sustentabilidade ambiental e para a dinamização da economia regional”, ressaltou.

O chefe do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias, Julimar Sousa, explicou que o trabalho envolve planejamento técnico e acompanhamento contínuo das espécies produzidas nos centros da Companhia.

Todo o processo começa com a seleção das matrizes e segue com manejo cuidadoso até a fase de produção dos alevinos. Quando realizamos o peixamento, estamos reforçando o estoque pesqueiro e ajudando a manter o equilíbrio ecológico dos ambientes aquáticos da bacia do São Francisco”, afirmou.