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Nota da Codevasf sobre recente posicionamento do Sinpaf

publicado: 23/01/2026 17h51, última modificação: 23/01/2026 17h51

Em atenção à nota publicada pelo Sinpaf em 22/01 com o título “Corrupção na Codevasf: quem paga a conta?”, informamos:

1. A Codevasf compartilha da avaliação de que não se pode atribuir responsabilidade coletiva aos profissionais da Companhia por condutas eventualmente ilícitas praticadas por indivíduos. A generalização é injusta e contribui para a desinformação da sociedade.

2. A Companhia informou à produção do Fantástico, antes da veiculação da reportagem que menciona a Empresa, a razão da descontinuidade da obra de pavimentação em Campo Formoso (BA). A informação foi exibida no programa: “Ao realizar ação de fiscalização, a Companhia identificou inconsistências que comprometem a continuidade da execução”. Tanto o diálogo da Codevasf com a imprensa nacional quanto a medida adotada na condução do convênio com o município demonstram os compromissos da Empresa com a transparência e a integridade de suas ações.

3. A reportagem do Fantástico também registrou a posição da Companhia segundo a qual “os recursos orçamentários destinados à Codevasf são executados em estrita observância à legislação em vigor e às orientações de órgãos de fiscalização e controle”.

4. É importante ter em perspectiva que, no âmbito de convênios, os procedimentos de licitação e contratação de obras são realizados exclusivamente pelos órgãos convenentes (como as prefeituras municipais). Cabe à Codevasf, como órgão concedente, fiscalizar a regularidade da execução desses convênios. A Companhia não desempenhou papel em nenhuma contratação mencionada na reportagem do Fantástico.

5. Como os profissionais da Companhia sabem, a qualidade insatisfatória de obras de qualquer tipo, inclusive de pavimentação, é objeto de notificação às empresas responsáveis para fins de correção, refazimento, glosa de faturas, sanção administrativa e/ou ação judicial. O compromisso da Codevasf e de seus gestores, profissionais e colaboradores é com a execução de obras que efetivamente promovam desenvolvimento e atendam às necessidades da população.

6. Sobre o desligamento do ex-superintendente regional da Codevasf em Juazeiro, a Companhia reiterou, em nota publicada em seu site em 20/01, a posição já registrada sobre o assunto em reportagens veiculadas em 2025: a exoneração do sr. Miled Cussa não foi motivada por comunicações remetidas por ele ao MPF e à CGU. A posição da Empresa sobre o desligamento é pública e está disponível para consulta de todos os interessados: <https://www.codevasf.gov.br/noticias/2026/nota-da-codevasf>.

7. A Codevasf mantém atuação cooperativa com instituições de fiscalização e controle e adota as medidas administrativas cabíveis sempre que identifica possíveis irregularidades, assegurados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. A Companhia também sustenta comunicação permanente com veículos e profissionais da imprensa e preza pelo atendimento tempestivo de demandas por informação, com o objetivo de que no debate público prevaleça a verdade. Além disso, a Empresa reconhece na capacidade técnica, no espírito público e na idoneidade de seus profissionais as bases do longo histórico de serviços prestados ao desenvolvimento regional.

8. A nota veiculada pelo Sinpaf em 22/01 tem um título infeliz, que fixa para o texto a premissa de que há corrupção na Empresa, o que nem a reportagem do Fantástico nem as investigações que ela cita apontam. A Companhia lamenta o tom adotado pela entidade sindical.

9. A Codevasf é solidária a comunidades desassistidas de infraestrutura e abastecimento de água como as apresentadas pelo Fantástico. Em razão disso, a Companhia mantém diálogo ativo com outras instituições de governo e com o Congresso Nacional em busca de soluções técnicas e orçamentárias para os desafios de desenvolvimento regional do nosso país.

Assessoria de Comunicação
Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba — Codevasf
23/01/2026