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Obras de infraestrutura levam mais segurança e acessibilidade à comunidade Mel da Pedreira (AP)
Moradores da comunidade quilombola Mel da Pedreira, na zona rural de Macapá (AP), agora contam com ruas pavimentadas, mais segurança viária e melhores condições de deslocamento. As obras de infraestrutura executadas na localidade também devem facilitar o escoamento da produção agrícola, fortalecer atividades econômicas tradicionais e contribuir para a qualidade de vida da população. Estima-se que as melhorias beneficiem diretamente entre 400 e 800 moradores da região.
A Codevasf, por meio da 11ª Superintendência Regional no Amapá, concluiu as obras de infraestrutura viária da comunidade. Iniciadas em novembro de 2025, contemplaram a pavimentação de nove vias, com execução de pavimento em blocos intertravados, implantação de meio-fio, sarjetas e sinalização viária. Ao todo, foram executados aproximadamente 3 quilômetros de vias pavimentadas, totalizando mais de 21 mil metros quadrados de pavimentação.
Entre as vias contempladas estão os acessos principais das vilas Nova e Velha, além das ruas Samaria, Benedito Ramos, Nova Jerusalém, Raimundo Ramos, Alta Augusta, Antônio Bráulio e Minerva Ramos. A intervenção também incluiu cerca de 5,8 quilômetros de meio-fio e sarjetas.

Agricultura familiar
A comunidade Mel da Pedreira possui forte tradição quilombola e tem sua base econômica voltada à agricultura familiar, ao extrativismo vegetal, à pequena criação de animais e ao comércio local. A produção de mel de abelhas sem ferrão também se destaca como importante atividade desenvolvida pelos moradores, fortalecendo a geração de renda e valorizando os saberes tradicionais da comunidade.
Segundo o superintendente regional substituto da Codevasf no Amapá, Alexandre Aquino da Cunha, a conclusão da obra representa mais do que a melhoria da infraestrutura urbana da comunidade. “A pavimentação proporciona melhores condições de acesso, facilita o escoamento da produção local, fortalece as atividades econômicas desenvolvidas pelos moradores e contribui para a valorização das comunidades tradicionais do estado”, afirmou Cunha.