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Peixamentos da Codevasf inserem 250 mil peixes nativos em Alagoas

publicado: 09/02/2026 18h25, última modificação: 09/02/2026 18h25

Peixamento AlagoasAs águas do rio São Francisco, entre Alagoas e Sergipe, se encheram de vida no último final de semana com a inserção de cerca de 250 mil peixes nativos. As ações de repovoamento foram realizadas pela Codevasf nos municípios de Piaçabuçu (AL) e Porto Real do Colégio (AL), em parceria com as prefeituras municipais, durante as celebrações da tradicional Festa de Bom Jesus dos Navegantes nessas cidades ribeirinhas.

Somente no ano de 2026, a Codevasf já inseriu cerca de 410 mil peixes nativos no rio São Francisco por meio de peixamentos realizados pela Companhia em Alagoas, conforme destaca o superintendente regional no estado, João Paulo Tavares.

“As ações de peixamento são um instrumento de ação direta na manutenção da quantidade de peixes nativos e, ao mesmo tempo, uma atividade de educação ambiental que busca renovar o compromisso de todos nós — governos, pescadores e população ribeirinha — com a revitalização do São Francisco. Estamos no início de fevereiro e já inserimos 410 mil peixes nativos, uma contribuição fundamental para o equilíbrio ecológico e a segurança alimentar”, apontou o superintendente regional da Codevasf em Alagoas.

70 mil peixes nativos em Piaçabuçu

O peixamento em Piaçabuçu, município localizado na região da foz do rio São Francisco, foi realizado na sexta-feira (06) e inseriu 70 mil peixes das espécies nativas cari, curimatã-pacu, pacamã, piaba-do-rabo-amarelo e piau-verdadeiro. A atividade integrou a programação oficial da Festa de Bom Jesus dos Navegantes do município e mobilizou pescadores artesanais, estudantes e visitantes que acompanhavam as celebrações.

Um dos participantes foi o estudante Francisco Davi, que acompanhou o peixamento com outros colegas da escola. Para ele, o repovoamento significa a manutenção da vida no rio São Francisco, que é fonte de alimento para muitas famílias ribeirinhas. “Essa é uma ação que beneficia tanto Piaçabuçu quanto todas as comunidades ribeirinhas do rio São Francisco, que precisam que a quantidade de peixes seja suficiente”, afirmou.

A soltura dos peixes ocorreu em dois momentos. No primeiro, a população presente foi convidada a participar do peixamento e soltar os peixes nativos que estavam em bolsas plásticas na margem do rio, em uma atividade que busca envolver os participantes no processo de repovoamento. Em seguida, os peixes foram transportados por pescadores artesanais em pequenas embarcações até trechos da calha do rio, onde ocorreu a soltura.

180 mil peixes nativos em Porto Real do Colégio

Já em Porto Real do Colégio, o peixamento inseriu cerca de 180 mil peixes nativos das espécies cari, curimatã-pacu, pacamã, piaba-do-rabo-amarelo e piau-verdadeiro. A atividade também fez parte da programação oficial e foi realizada na manhã de domingo (10), mobilizando pescadores, estudantes e visitantes da tradicional Festa de Bom Jesus dos Navegantes.

O peixamento foi realizado em três momentos. No primeiro, a soltura ocorreu em trechos no meio do rio São Francisco, utilizando uma balsa. No segundo, a população presente foi convidada a participar da soltura dos peixes na margem do rio. Em seguida, os peixes foram soltos em trechos do rio entre Alagoas e Sergipe por pescadores artesanais, utilizando pequenas embarcações.

Peixamento 2Centro de Aquicultura em Alagoas

Os peixes utilizados nas ações de peixamento da Codevasf são produzidos no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba, centro tecnológico e científico da Companhia localizado no município de Porto Real do Colégio (AL). O engenheiro de pesca Vinicius Dias Filho, chefe da unidade, reforça o papel do centro de aquicultura da Companhia no repovoamento da bacia do rio São Francisco.

“Alagoas possui um centro de aquicultura e recursos pesqueiros que tem como missão executar pesquisas, produção e capacitações para a revitalização da bacia do São Francisco. Somente no ano passado, realizamos 15 ações de peixamento no rio e em seus afluentes, com a inserção de 750 mil peixes nativos. Isso demonstra o compromisso da Codevasf em manter os estoques de espécies nativas para garantir a continuidade da pesca artesanal e o equilíbrio ecológico na bacia do São Francisco”, disse o engenheiro de pesca da Companhia.