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Piscicultores no Piauí recebem capacitação em produção e boas práticas de manejo
A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), por meio de sua Superintendência Regional no Piauí, dá continuidade às ações de fortalecimento da piscicultura no estado com a realização do curso “Princípios Básicos de Produção e Boas Práticas de Manejo (BPM) em Piscicultura em Viveiro Escavado”. A capacitação foi promovida recentemente no município de Miguel Alves (PI).
O curso reuniu piscicultores da região e teve como foco a qualificação técnica, com orientações voltadas à melhoria da produtividade e à adoção de práticas mais eficientes e sustentáveis. Foram abordados temas como planejamento de viveiros, monitoramento da qualidade da água, manejo alimentar, controle sanitário e aplicação das BPMs.
De acordo com a analista de Desenvolvimento Regional da Codevasf e engenheira de pesca, Rayanne Claudino, a adoção de técnicas adequadas é fundamental para garantir melhores resultados na produção aquícola. “Aspectos como qualidade da água, densidade de estocagem adequada, alimentação balanceada e monitoramento constante são determinantes para o sucesso da atividade”, destacou.
A ação contou com a participação de lideranças locais. Para o presidente da Colônia de Pescadores Z-14 de Miguel Alves, Raimundo Nonato Viana, a iniciativa representa um importante apoio para a categoria. Segundo ele, entre os principais desafios enfrentados estão o custo de insumos, a limitação de infraestrutura e a dificuldade na aplicação de técnicas adequadas. “Esse tipo de curso traz orientação para que os produtores consigam se organizar melhor e planejar melhorias na produção”, afirmou.
Próximas capacitações
Dando continuidade às ações no estado, a Codevasf prevê a realização de novas capacitações em outros municípios piauienses ao longo do segundo semestre, incluindo União e Nazária. A iniciativa faz parte da estratégia da Companhia de ampliar o acesso à assistência técnica e fortalecer a cadeia produtiva do pescado.
As ações incluem não apenas a formação de produtores, mas também o apoio à infraestrutura, o fornecimento de insumos e o incentivo à organização produtiva, com o objetivo de gerar trabalho e renda, além de ampliar a oferta de proteína de qualidade para a população.