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Produção de 2,3 milhões de peixes impulsiona renda e preservação do Rio São Francisco em Alagoas

publicado: 03/03/2026 14h29, última modificação: 03/03/2026 14h29

Centro Integrado ItiúbaA produção de 2,3 milhões de peixes nativos da bacia do rio São Francisco e de valor comercial pelo Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba, em Alagoas, contribuiu, em 2025, para o fortalecimento da piscicultura, a geração de trabalho e renda e a preservação ambiental do Rio São Francisco. Somente nesse ano, foram beneficiados 985 piscicultores de 28 municípios do estado.

Mantida pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), a unidade atua com pesquisa, capacitação e produção para manter a quantidade e a variedade de peixes no São Francisco, além de estimular a aquicultura como atividade geradora de trabalho e renda.

Para o superintendente regional da Companhia em Alagoas, João Paulo Tavares, os resultados obtidos em 2025 fortalecem a atuação da unidade como instrumento de revitalização da bacia do São Francisco no estado.

“O trabalho do Centro de Aquicultura da Codevasf contribui para manter a quantidade e a variedade de peixes no trecho do rio São Francisco entre Alagoas e Sergipe.No ano passado, a unidade obteve a maior produção entre os centros de aquicultura da Companhia no país. Com muito trabalho, tecnologia e parcerias com as prefeituras municipais, as ações, tanto de peixamento quanto de apoio à piscicultura, estão mudando a realidade de várias famílias, trazendo segurança alimentar, trabalho, renda e vida ao São Francisco”, destacou Tavares.

No ano de 2025, a Codevasf realizou 15 ações de peixamento em Alagoas, atividades destinadas ao repovoamento do rio São Francisco e de seus afluentes por meio da soltura de peixes na fase e no tamanho ideais para ocupação do ambiente natural. Nessas ações, foram inseridos na bacia hidrográfica mais de 730 mil peixes nativos produzidos no centro de aquicultura da Companhia.

Apoio à piscicultura

O centro de aquicultura da Codevasf também atuou na estruturação da piscicultura como atividade econômica relevante em municípios alagoanos, a partir da produção e do repasse de peixes de valor comercial e ampla aceitação na gastronomia local. Entre as espécies produzidas e repassadas a projetos de piscicultura estão o curimatã-pacu, conhecido na região do Baixo São Francisco como xira, o cari-amarelo, o pacamã, a piaba, o piau-verdadeiro, o tambaqui e a tilápia.

Centro Integrado Itiúba equipamentosEstrutura física e equipe qualificadas

A estrutura física do centro  inclui viveiros, salas de treinamento, auditório, laboratórios e  equipe multiprofissional qualificada formada por engenheiros de pesca, químicos e profissionais de diversas áreas do conhecimento.

Segundo o engenheiro de pesca da Codevasf, Vinicius Dias Filho, chefe do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba, a produção de peixes para ações de repovoamento e para repasse a piscicultores teve foco, no ano passado, em sete espécies: curimatã-pacu, cari-amarelo, pacamã, piaba, piau-verdadeiro, tambaqui e tilápia.

Ele explica que essa produção envolve diversas fases, desde a captura e o transporte de exemplares selvagens de espécies nativas utilizados na reprodução para formação dos alevinos até a soltura no rio São Francisco e em seus tributários, envolvendo diferentes profissionais. “Realizamos controle permanente da produção para atender à demanda dos peixamentos programados pela Codevasf e aos pedidos de repovoamento, especialmente de prefeituras. Além disso, trabalhamos em outro setor do centro exclusivamente com espécies de fora da bacia do São Francisco, de grande importância comercial na região, utilizadas para apoio a projetos de piscicultura”, acrescenta o engenheiro.